Os fanáticos desta ciência podem começar o percorrido em Santiago no Museu Paleontológico do Chile (localizado dentro do “pequeno povoado” do Parque O’Higgins). Aqui é possível encontrar dentes de mamute, restos de plesiossauros e gliptodontes, de tubarão, ovos de dinossauros, o embrião de um tiranossauro e fósseis de plantas. No Museu Nacional de Historia Natural, localizado num belo edifício de estilo neoclássico fundado em 1830, há uma aula de vertebrados fósseis do mesozóico, entre os quais está um espetacular dinossauro, o Carnotaurus sastrei.
Para aqueles que preferem viver a paleontologia em terreno, é possível visitar a Caverna do Milodóne três cavernas e uma formação rochosa chamada a “cadeira do diabo”, a somente 24 km de Puerto Natales. Aqui foram achados restos de um animal herbívoro pré-histórico (Mylodon darwini), parente do bicho preguiça, com grandes garras e um tamanho colossal. Foi contemporâneo dos primeiros caçadores que viveram na zona e teria se extinguido no pleistoceno. Na entrada da caverna há uma reprodução.
Na zona norte, a “Formación Bahia Inglesa” é sem dúvida a jazida de fósseis mais importantes do país, com restos de mais de setenta espécies. Para viajar a estas épocas remotas -quando esta zona desértica era fértil- é ideal visitar o Museu Paleontológico de Caldera, localizado no mesmo edifício que alguma vez foi a primeira estação de trens do Chile. Entre muitos outros fósseis, você poderá ver um crânio de baleia de dez milhões de anos.
Também no norte, na zona de La Serena, o Monumento Natural de Pichasca é outro destino relacionado aos dinossauros no Chile. Está localizado a 56 km de Ovalle e conforma uma área natural protegida que inclui troncos petrificados, fosseis de dinossauros achados em rocha e um beirado rochoso que foi refugio humano faz 10.000 anos. Há maquetes que reproduzem os achados. Neste lugar é possível fazer trekking.

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